“Mas você não come nem peixe?” é uma pergunta que muita gente vegetariana provavelmente já ouviu por aí.
No dia 1º de outubro é celebrado o Dia Mundial do Vegetarianismo, uma data que convida a conhecer melhor esse tipo de alimentação, sua história e também as diferentes formas de incluir mais alimentos de origem vegetal no dia a dia.
E já adiantamos: o vegetarianismo está longe de ser uma novidade.

Como surgiu o Dia Mundial do Vegetarianismo?
A data foi criada em 1977, nos Estados Unidos, por iniciativa da North American Vegetarian Society, com o objetivo de promover a alimentação vegetariana e ampliar as discussões sobre o tema.
No ano seguinte, a iniciativa recebeu o apoio da International Vegetarian Union e ganhou alcance mundial.
Além disso, o dia 1º de outubro dá o pontapé inicial no Mês da Conscientização sobre o Vegetarianismo, período dedicado a ampliar o conhecimento sobre esse estilo de alimentação e as diferentes motivações por trás dele.
Afinal, o que é vegetarianismo?
De forma geral, uma alimentação vegetariana exclui carnes, incluindo aves, peixes e frutos do mar, e tem como base alimentos como vegetais, frutas, grãos, leguminosas, sementes e oleaginosas.
Dependendo do tipo de vegetarianismo adotado, ovos, leite e derivados também podem fazer parte da alimentação.
E os motivos para fazer essa escolha são diversos. Há quem deixe de consumir carne por questões éticas e pelo posicionamento contra o sofrimento animal, enquanto outras pessoas consideram fatores ambientais, religiosos, culturais ou relacionados à própria alimentação.
Vegetarianismo e veganismo são a mesma coisa?
Apesar de estarem relacionados, os dois conceitos não significam exatamente a mesma coisa.
O vegetarianismo está ligado principalmente à alimentação e possui diferentes vertentes. Uma pessoa ovolactovegetariana, por exemplo, não consome carnes, mas mantém ovos, leite e derivados na dieta.
Já o veganismo vai além do prato. Trata-se de um modo de vida que busca evitar, na medida do possível, o uso e a exploração de animais também em outras áreas do consumo, como roupas, cosméticos e produtos de higiene.
Por isso, todo vegano segue uma alimentação vegetariana estrita, mas nem toda pessoa vegetariana é vegana.
Muito antes das redes sociais
Pode até parecer que o vegetarianismo ganhou força recentemente, com as discussões sobre sustentabilidade, bem-estar e novos hábitos de consumo. Mas a relação entre seres humanos e uma alimentação baseada em vegetais é muito mais antiga.
Há evidências de que raízes e outros alimentos vegetais já faziam parte da alimentação humana há dezenas de milhares de anos. Quando falamos do vegetarianismo como uma escolha consciente de não consumir carne, também precisamos voltar bastante no tempo.

Registros históricos apontam práticas desse tipo desde aproximadamente o século VI a.C., especialmente na Índia e no Mediterrâneo Oriental. Tradições ligadas ao Hinduísmo e ao Budismo também incorporaram, ao longo dos séculos, princípios relacionados à não violência e ao não consumo de animais.
#BigCuriosidade
Na Grécia Antiga, um dos nomes mais associados a essa história é Pitágoras. Muito antes de ficar conhecido apenas pelas aulas de matemática, o filósofo defendia o respeito aos animais e uma alimentação sem carne. Outros pensadores gregos também passaram a discutir essa relação entre alimentação, ética e a forma como os seres humanos convivem com outros seres vivos.
Ou seja: muito antes de vegetarianismo virar assunto nas redes sociais, diferentes povos já pensavam sobre o que colocavam no prato e sobre a relação entre alimentação, animais e natureza.
Um prato sem carne não é um prato sem graça
Quem ainda associa alimentação vegetariana a um prato de salada pode se surpreender com a quantidade de possibilidades.
Legumes, verduras, frutas, cogumelos, grãos, feijões, lentilha, grão-de-bico, massas, cereais, castanhas, sementes e proteínas vegetais podem aparecer em diferentes combinações e preparos. Sem contar os produtos desenvolvidos especialmente para quem busca alternativas aos alimentos de origem animal.
E você não precisa ser vegetariano para experimentar.
Que tal aproveitar o Dia Mundial do Vegetarianismo para colocar algo #diferente no prato?
Na próxima visita ao Bigmais, passe pelos corredores, descubra novos ingredientes e aproveite para experimentar sabores que talvez ainda não façam parte da sua rotina. #VemProBigmais!




